Pastor Josivaldo Batista é preso na segunda fase da Operação Cópia e Cola, em Sorocaba
- 07/11/2025
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A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (6/11) o pastor Josivaldo Batista, líder da igreja Templo Glória e Renovo de Deus, durante a segunda fase da Operação Cópia e Cola, que investiga desvios de recursos públicos na área da saúde em Sorocaba–SP.
Josivaldo é concunhado do prefeito afastado Rodrigo Manga (Republicanos) e já estava sob investigação desde a primeira fase da operação, deflagrada em abril deste ano. A prisão foi confirmada por fontes da própria PF.
Durante as investigações iniciais, os agentes encontraram R$ 863 mil em espécie em um endereço ligado ao casal Josivaldo e Simone de Souza, também pastora. Movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo a igreja do casal — que possui duas sedes em São Paulo — levantaram a suspeita de uso da instituição em possíveis transações irregulares.
Mesmo após a prisão, a página do pastor no Instagram publicou uma mensagem enigmática acompanhada de uma foto do casal:
“Em um relacionamento, não é a ausência de lutas que revela maturidade, e sim a forma como o casal escolhe atravessá-las. As tempestades vêm para todos, mas aqueles que caminham de mãos dadas, guiados pela Palavra e sustentados pela oração, permanecem firmes”, escreveu Simone. O texto, no entanto, não mencionava a prisão.
Antes de fundar seu próprio ministério, Josivaldo foi braço direito do apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Em 2020, após um escândalo envolvendo uso de bebidas alcoólicas e um suposto caso extraconjugal, ele foi expulso da denominação e decidiu criar sua própria igreja.
Enquanto isso, o prefeito Rodrigo Manga, apelidado de “prefeito tiktoker” pela sua presença constante nas redes sociais, também se manifestou após o afastamento.
“Incrível, me afastaram do cargo de prefeito. Eu não vou desistir de Sorocaba, nem do Brasil. O Deus do impossível não falha”, declarou Manga em vídeo publicado no Instagram.
A Polícia Federal segue apurando indícios de corrupção e lavagem de dinheiro ligados a contratos públicos da saúde no município.
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